“Estimamos poder atingir as dez localizações internacionais na próxima década”

LinkedIn0FacebookTwitterGoogle 0Dado o contexto económico, as empresas tendem a contrair os seus investimentos, nomeadamente em TI. Têm sentido

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Dado o contexto económico, as empresas tendem a contrair os seus investimentos, nomeadamente em TI. Têm sentido essa pressão sobre o negócio? De que forma estão a contrariar essa tendência?

Efectivamente é notório um aumento considerável nos tempos que as empresas demoram nas decisões de investimento, no entanto, não achamos que seja um problema exclusivo do sector das TI. Hoje em dia, no contexto empresarial, qualquer investimento tem de ser analisado, justificado e demonstrado o seu retorno.

As dificuldades de financiamento existentes actualmente obrigam a esta cuidada análise e às vezes ao abdicar de alguns investimentos. Aqui sim, sentimos que por vezes a área de TI é “preterida”.

A Ábaco tem conseguido ir ao encontro das exigências do mercado actual e tem centrado a sua estratégia na aposta em produtos de elevado retorno para o cliente, vocacionados na maior parte dos casos para cenários evolutivos de instalações já existentes.  Esta estratégia permite ajudar os decisores a fundamentarem a necessidade do investimento e, muitas vezes, com as optimizações conseguidas é possível libertar algumas verbas do orçamento para conseguir evoluir em projectos estruturantes, indo muito mais além das “necessidades imediatas”.

Que novas ofertas estão a endereçar ao mercado e quais as áreas consideradas como prioritárias na vossa estratégia?

Desde há algum tempo atrás que a Ábaco tem uma unidade interna de Investigação e Desenvolvimento que tem como função estudar novos produtos SAP que vão ao encontro da estratégia que elaboramos.

Assim, periodicamente, apresentamos ao mercado uma selecção dessas ferramentas que achamos terem viabilidade. Neste momento, por exemplo, fazem parte da nossa oferta:

1. Gestão de Cobranças e Disputas (SAP Collections and Dispute Management), uma vez que se trata de um tema cada vez mais importante na actividade das empresas.
2. Facturação Electrónica, por uma questão de optimização de custos e preocupações ambientais, este tem sido um produto com bastante aceitação nos nossos clientes.
3. SAP Workforce Performance Builder. Esta ferramenta de elaboração de conteúdos de formação permite uma descentralização das acções de formação, a tradução automática de todos os conteúdos, redução de contactos aos centros de suporte, ou seja, está totalmente alinhada com o mercado actual na redução de custos e exploração da vertente internacional.
4. Mobilidade. O mercado actual está a atacar várias frentes em busca de novos mercados e fontes de receitas. As aplicações de TI tiveram necessidade de acompanhar esta tendência  e a SAP tem um excelente produto nesta área  que tem permitido dar resposta ao dinamismo do mercado.

A cloud é actualmente uma das bandeiras estratégicas da SAP para o mercado de TI. Como tem a Ábaco acompanhado esta orientação da SAP?

Obviamente, é um tema para o qual a Ábaco está bastante atenta e está a desenvolver algumas acções em conjunto com a SAP que em breve irá apresentar ao mercado.

Que projectos nesta área têm sido desenvolvidos?

Em primeiro lugar posso dizer que a Ábaco é uma empresa que não só comercializa estas soluções, mas é também uma empresa que internamente adopta estas soluções. Todos os nossos sistemas SAP estão em ambiente Cloud e servem como uma primeira referência importante. Seria algo incoerente comercializar esta oferta junto dos nossos clientes e não a utilizar internamente.

Apesar de já termos alguns clientes que utilizam soluções na Cloud, em breve iremos divulgar ao mercado uma oferta da Ábaco que neste momento se encontra em conclusão.

A vossa actividade no mercado internacional tem sido mais dinâmica do que no mercado interno? Como tem evoluído esta vertente do negócio?

Dentro do mercado internacional temos que fazer a divisão entre mercados maduros (sobretudo Europa central) e mercados emergentes (América do Sul e África).

Nos mercados emergentes onde estamos, nomeadamente no Brasil, é natural que o dinamismo seja outro e o crescimento que temos verificado nessa unidade internacional não se pode comparar com o nosso mercado interno. No Brasil estamos a ter crescimentos anuais próximos dos 60% e este ano de 2013, devemos ter um volume de negócios semelhante em ambas as unidades (Portugal e Brasil).

A internacionalização é também para nós estratégica e foi criada uma unidade interna para endereçar esta área. Estamos neste momento a estudar várias geografias e devemos brevemente avançar para mais uma (eventualmente duas) nova localização internacional.

Adicionalmente, estamos cada vez mais a explorar a possibilidade de suporte “near-shore” usando as nossas equipas de Portugal e Brasil permitindo oferecer ao mercado internacional um suporte em horário alargado, multi-lingua e a tarifas competitivas para o mercado inertnacional.

Quais as metas no médio-longo prazo?

A Ábaco é neste momento uma das principais empresas a trabalhar as soluções SAP. É nossa expectativa consolidar esta posição a nível interno e conseguir atingir este patamar em todos os países onde a Ábaco esteja presente. Estimamos poder atingir as 10 localizações internacionais nos próximos 10 anos.

A área de suporte “near shore” é também uma aposta forte da Ábaco na conquista de clientes internacionais, estando no nosso horizonte a 5 anos  ter uma equipa de cerca de 100 pessoas (divididas entre várias geografias) para suporte a 20 grandes grupos internacionais.

Por fim, mas não a menos importante, queremos continuar a acompanhar a estratégia evolutiva que a SAP adopta, sendo cada vez mais um parceiro de referência nas novas soluções SAP.

Entrevista concedida por Nuno Figueiredo, Administrador da Ábaco, à edição nº 44 da revista SAP Club.

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