Faça Reframe à sua Organização

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O conceito Transformação digital tornou-se, atualmente, um termo bastante importante e impactante nas organizações, mas, ao mesmo tempo, começou a tornar-se banal. Cada vez mais, ouvimos falar sobre este conceito e, constantemente, nos deparamos com o facto de tudo ao nosso redor ser considerado transformação digital. Banalizámo-lo, de tal forma, que, às vezes, penso se ainda sabemos o que, realmente, significa.

Vivemos numa altura de rápida mudança, e isso é um facto claro. Impulsionada pelo surgimento, constante, de novas tecnologias, que, consequentemente, estão a alterar de forma disruptiva todos os modelos de negócio. Atualmente, assistimos a uma profunda disrupção em todos os setores de atividade, ao proporcionarem a entrada de empresas de áreas inteiramente distintas em mercados considerados estáveis. Desta forma, tendências como big data, cloud computing, mobilidade, IoT, entre outros, estão a modificar os ritmos de trabalho, o modo como as empresas encaram os seus recursos, como operam internamente, bem como interagem com parceiros e clientes no mercado.

A transformação digital veio assim impulsionar o surgimento de novos modelos de negócio, bem como novas abordagens que têm como principal intuito contribuir para uma nova realidade de disrupção, através do surgimento de novos desafios, completamente, distintos do que estamos habituados. E esta sim, é uma questão que impacta, igualmente, as organizações em setores considerados tradicionalmente mais conservadores e com uma certa resistência à mudança.

Embora algumas empresas tenham vindo a desenvolver iniciativas de digitalização e a repensar a sua estrutura organizacional, segundo a IDC, cerca de 59% das empresas a nível global ainda estão no que se designa por “impasse digital” e continuam à procura de possíveis formas para atingir a maturidade digital.

Deste modo, é essencial que se olhe para esta mudança e se perceba que as tecnologias dai emergentes apresentam, de facto, enormes oportunidades para todas as organizações, independentemente de serem startups ou empresas mais tradicionais. Para tal, estas necessitam de desenvolver e implementar uma metodologia ágil, de modo a incorporarem as novas tecnologias nos seus negócios.

Num primeiro momento, devem ser avaliados os processos internos, ou seja, qual a atual maturidade digital das organizações e definir objetivos claros para os próximos cinco anos, dando prioridade a medidas que irão proporcionar maiores benefícios a esta.  Numa fase seguinte, importa que sejam identificadas quais as qualificações mais relevantes e utilizá-las para dar novas competências às suas equipas, apostando fortemente na formação, para que os profissionais tenham a capacidade de se adaptarem e conseguirem tirar partido destas novas transformações. Uma empresa para conseguir ter sucesso, em todo este processo, necessita de adotar uma cultura digital, no qual todos os colaboradores deverão estar alinhados no modo como pensam e agem, digitalmente.

Por último, mas igualmente importante, e que poderá ter um enorme impacto no reframe de uma organização, é o estabelecimento de parcerias com empresas digitais líderes, de forma a acelerar todo o processo de inovação digital e, ao mesmo tempo, desenvolver produtos e serviços com valor acrescentado, ou seja, conectados ou inteligentes e com menor time-to-market, para que seja possível ir ao encontro das reais necessidades dos Clientes.

Importa ainda realçar que os verdadeiros avanços na performance ocorrem quando proactivamente as empresas se esforçam para perceber quais são os comportamentos e as principais necessidades dos seus Clientes. Pois, será isto que irá definir o papel da empresa num futuro de ecossistema de parceiros, fornecedores e Clientes.

A rápida evolução da tecnologia na era digital, com que nos deparamos constantemente, significa que as organizações têm de estar preparadas para uma mudança contínua das suas estruturas e processos. Atualmente, a reorganização, quer da estrutura quer dos negócios, de uma empresa já não é apenas uma possibilidade, mas sim, uma necessidade emergente, caso queiram ser bem-sucedidas.

E a sua empresa? Está preparada para esta restruturação?

Por João Moreira, PCA da Ábaco Consultores

Artigo originalmente publicado na Vida Económica, versão impressa, a 13/04/2018. Disponível aqui.

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