Faturação no Brasil atinge 35% do total

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Brasil, Londres e Suíça são os destinos de eleição da especialista portuense em implementação e manutenção de sistemas de informação SAP.

Entrevista a João Moreira, PCA da Ábaco Consultores

Que balanço faz de 2017?

Em 2017, prevemos atingir um volume global de negócios de 13,5 milhões de euros, o que representa, face a 2016, um crescimento de 8%, em linha com as nossas previsões. O crescimento tem passado pelo reforço do investimento nos verticais de negócio onde é reconhecida a nossa competência, nomeadamente nos setores têxtil, vestuário e calçado, alimentar, engenharia e construção, automóvel e mais recentemente no agronegócio no Brasil. Também temos mantido um forte crescimento internacional, que tem vindo a assumir um peso crescente no volume global de negócios da empresa.

Como evoluiu a atividade no mercado nacional?

Foi uma evolução positiva. O mercado nacional tem vindo a registar um maior dinamismo, fruto da recuperação económica que tem vindo a consolidar-se. Os setores em que temos uma presença mais forte têm pendor exportador, e as necessidades de adaptar os sistemas de gestão para que estes possam acompanhar o crescimento e complexidade do negócio das empresas são uma oportunidade para a sua otimização e para uma crescente eficiência. Esse é o principal objetivo da Ábaco, o de assegurar que os seus clientes podem concentrar-se na gestão do seu negócio, estando certos de que detêm informação, em tempo real, para tomarem as suas decisões. A este crescimento, que era já esperado, em grande parte devido à evolução dos projetos em que nos encontramos envolvidos, soma-se ainda o crescimento internacional e o lançamento de iniciativas de negócio que têm como objetivo reforçar as nossas operações nos verticais e mercados em que operamos diretamente, ou naqueles para os quais exportamos serviços.

E nos mercados externos?

A internacionalização tem sido uma aposta forte e constante. Temos uma abordagem ao mercado internacional baseada em dois métodos: por via da abertura de escritórios próprios e/ou através de parceiros locais e, alternativamente, por serviços nearshore. Como exemplo, e em 2017, a faturação do escritório do Brasil já representava 35%, um número muito relevante. O crescimento internacional resulta, assim, da continuação da aposta na operação no Brasil, da abertura da operação no Reino Unido e, mais recentemente na Suíça, esta última através de uma parceria. No caso de Londres, e com apenas um ano e meio de atividade, foram superados os objetivos traçados para o primeiro ano de atividade, com uma receita total nesta geografia acima de 1,4 milhões de euros, tendo sido já concretizados projetos de ciclo completo. Relativamente à Suíça, agora com um ano de operação, o desenvolvimento do negócio tem sido a um ritmo diferente, tendo 2017 sido marcado não só pelo crescimento mas essencialmente pela consolidação da nossa posição, na medida em que os clientes conquistados renovaram e aumentaram os seus contratos de serviços o que revela confiança na Ábaco. Estes são países onde a Ábaco já tem clientes em diversos verticais e onde pretende continuar a investir nomeadamente em novos verticais de negócio como, por exemplo, o agronegócio que está em franco crescimento no Brasil e poderá ser replicada a experiência em novas geografias.

Quais são as grandes apostas, nacionais e internacionais, para 2018?

Os nossos objetivos centram-se em três aspetos fulcrais: a aposta no mercado internacional, o reforço da nossa quota em Portugal e, por fim, forte investimento em inovação, num modelo colaborativo com universidades, startups e parceiros. Começo por explicar a aposta no mercado internacional. Em 2016, registámos o melhor ano de sempre no que à abertura de escritórios diz respeito. A par dainauguração em Londres, anunciámos também a abertura de uma nova estrutura, em Genebra, Suíça. Em 2017, a nossa estratégia esteve centrada em reforçar a nossa presença nestes dois locais, assim como no Brasil onde há uma enorme margem de progressão. Em 2018, projetamos consolidar o crescimento nos mercados internacionais sem, no entanto, deixar de analisar novas oportunidades, mas sempre em mercados cujo estágio de maturidade represente um desafio não apenas no crescimento do volume de negócios mas essencialmente no grau de exigência de qualidade do nível de serviços que prestamos. Em segundo lugar, esperamos conseguir aumentar o volume de negócios em Portugal, onde ambicionamos crescer dois dígitos. Em qualquer mercado, iremos continuar a apostar na diferenciação pela especialização vertical dos mercados e pela capacidade de implementar soluções tecnológicas inovadoras, em que somos pioneiros, como no SAP S/4 HANA e outras soluções assentes em tecnologias Cloud, mobilidade ou Internet das Coisas (IoT). Para o atingir, iremos manter uma forte aposta na evolução contínua das qualificações das equipas da Ábaco, a qual pode ser melhor aferida através do reconhecimento pelos nossos clientes das suas competências na implementação de soluções de ERP. Por fim, é importante falar sobre a Inovação que regularmente desenvolvemos mas numa perspetiva interna. O grande desafio passa por criar um ecossistema de inovação envolvendo universidades, startups e parceiros tecnológicos.

Ver artigo online: http://bit.ly/2rKdsPC

Publicado na versão online e em Papel do Jornal de Negócios a 26/01/2018

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