Como inovar e criar valor no setor da saúde?

LinkedIn0FacebookTwitterGoogle 0Que a transformação digital está em curso e que é uma realidade que já não é reversível,

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Que a transformação digital está em curso e que é uma realidade que já não é reversível, todos nós já sabemos.

De facto, a tecnologia tem evoluído a uma velocidade nunca antes vista, modificando todos os setores da sociedade, desde a indústria, passando pelos transportes até à saúde.

A integração de novas tecnologias conectadas à internet, como o Big data, Internet of Things e Business Intelligence, obrigou o Sistema Nacional de Saúde a renovar-se e a estabelecer novas estratégias de desenvolvimento, de forma a criar um sistema de saúde mais eficiente e inovador.

De facto, de todos os setores, este é considerado como sendo o mais complexo em termos de transformação digital. Dado que estas novas tecnologias relacionadas com o tratamento da informação, em particular aquelas que permitem a análise da informação não estruturada – tais como data mining, big data, business intelligence e analysis, machine learning, inteligência artificial, estão a revolucionar o modo de produzir conhecimento na medicina.

A saúde é, sem dúvida, um dos principais pilares do sistema democrático e da coesão socioeconómica do país. E, como tal, continua e continuará a enfrentar um futuro desafiante, uma vez que existe um aumento constante das necessidades de prestação de serviços, uma diminuição dos recursos e foram impostos limites no acesso gratuito a estes serviços. Mas, em contrapartida, é também um dos setores mais expostos à evolução tecnológica e que está a ser impactado pela digitalização, revolucionando toda a forma como são prestados os cuidados de saúde, desde os pacientes aos prestadores de cuidados, passando pelas farmacêuticas e seguradoras.

Mas… Como inovar e criar valor no setor da saúde?

Em primeiro lugar, as instituições de saúde terão de desenvolver e implementar estratégias que lhes permitam incorporar novas tecnologias e novos serviços, com vista à melhoria da experiência dos pacientes, à eficácia destes profissionais e do sistema de avaliação da qualidade dos serviços, tornando assim a prestação de cuidados de saúde mais centrada no próprio paciente.

Do ponto de vista deste, que melhorias pode ele esperar na sua saúde, através da aplicação das tecnologias de informação?

Da descoberta do raio-x ao diagnóstico genético, passando pela ressonância magnética e os padrões de comportamento, a influência e importância das tecnologias nesta área são fulcrais. O médico, cuja presença física é cada vez mais reduzida, tem ao seu dispor ferramentas que ajudam no diagnóstico e na tomada da melhor decisão. Neste sentido, com o recurso a estas tecnologias, nomeadamente aos sistemas de integração de gestão (ERP) será possível recolher e analisar, em tempo real, enormes quantidades de informação, provenientes de vários sectores, relativas a milhões de pessoas em simultâneo, reconhecendo e estabelecendo novos padrões, previsões e prognósticos, transformando deste modo a informação em conhecimento.

Por exemplo, o médico considera que as plataformas digitais que agreguem dados sobre doentes com uma determinada doença conseguem mais facilmente extrair daí informações – por meio de ferramentas de analítica – que ajudem a encontrar o tratamento que mais se adequa, não só a essa patologia, mas também ao próprio perfil do doente. Pois duas pessoas distintas, afetadas pela mesma doença, podem responder de forma diferente a tratamentos idênticos, sendo que estas variações resultam de historiais médicos diferentes e de mapas genéticos distintos. Desta forma, é aqui que a tecnologia entra, cruzando estas informações e identificando o melhor tratamento.

O caminho é este, investir em tecnologias de informação de saúde, com a inclusão de ERP, com grande potencial atrativo, que fomentem a revolução no nosso dia-a-dia. Ao se implementar a saúde 4.0, será possível reduzir custos, melhorar o acesso e a experiência de utilização dos serviços, personalizar os cuidados de saúde, facilitar as atividades de seguimento clínico e a informação disponibilizada aos profissionais da área, bem como possibilitar aos utentes o acesso a atividades de monitorização, diagnóstico e tratamento. Mas, sobretudo, contribuirá para um melhor o serviço de saúde prestado, por cada profissional, a cada cidadão.

 

Originalmente publicado na Ntech.news a 20 de Junho de 2018: http://bit.ly/2I7jDAb

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